3 igrejas que são joias do barroco mineiro

Postado por Daniel Araújo em 9 de novembro de 2018

Com informações do Guia Cultural do Serro.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Serro

Altar-mor da Igreja Matriz

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Serro provavelmente começou a ser construída no ano de 1776, ano em que o vigário Simão Pacheco deixou em testamento recursos para a obra. Em 1802 teve seu altar dedicado e abençoado e começou suas atividades religiosas. Ao longo da história, a Irmandade do Santíssimo Sacramento foi mantenedora do templo e providenciou a conclusão e as posteriores reformas da igreja.

A decoração interna da igreja em estilo rococó, com suas nuances de ouro, brilhos e adornos é influência do mestre Aleijadinho.

É uma das maiores igrejas barrocas de Minas, com as mais altas torres erguidas em madeira em todo o estado.

Desde 22 de julho de 1941 a Igreja é tombada no Livro de Belas Artes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN).

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Detalhe no teto da Igreja do Carmo

No final do século XIX, enquanto acontecia a restauração da igreja Matriz da Conceição, a igreja do Carmo exerceu temporariamente função de Matriz da Paróquia do Serro.

As obras de construção da igreja do Carmo duraram de 1768 a 1781 e a consagração ocorreu em 20 de julho de 1781, pelo padre Nicolau Silva e Brito. Foram várias as reformas realizadas no templo já a partir do século XVIII, que foram alterando o projeto original, como a construção das sacristias laterais, em 1809.

A Igreja do Carmo possui uma bela coleção de imagens de talha em madeira, datadas dos séculos XVIII e XIX. Entre as várias peças, destacam-se a Nossa Senhora do Carmo, no altar-mor, de 1816. Está acompanhada do profeta Elias, de São Francisco de Assis e de uma imagem, de excelente acabamento, de São Domingos de Gusmão. Há, ainda, uma Santa Teresa.

A igreja foi tombada pelo IPHAN em novembro de 1949.

Igreja do Senhor Bom Jesus dos Matozinhos

Altar da Igreja Bom Jesus de Matozinhos

Apesar da pouca documentação histórica sobre esse templo, acredita-se que sua construção começou em 1781, por iniciativa das Irmandades de São Benedito e de Nossa Senhora das Mercês. A conclusão pode ter sido em 1797, data inscrita no medalhão da pintura do forro da capela-mor

A construção da igreja foi realizada quando, na maior parte da província, ainda se decoravam os templos em estilo barroco.

O maior destaque do templo é a fantástica riqueza da decoração interior, com esculturas e pinturas no estilo rococó realizadas pelo pintor e dourador Silvestre de Almeida Lopes.

Além do aspecto religioso, a bela pintura do forro da igreja já foi interpretada como uma espécie de protesto político. A cena do encontro da lendária imagem do Bom Jesus, pelos pescadores, foi considerada, pelo intelectual Afonso Arinos, como uma “pintura-panfleto” da ideologia liberal.

O motivo seria a identificação das roupas dos pescadores com os trajes utilizados pelos sans culotes, republicanos da época da Revolução Francesa, em 1789.

No templo, anualmente, se realiza a Festa do Divino, uma das manifestações religiosas tradicionais da cidade. O conjunto arquitetônico foi tombado pelo IPHAN em 1994.

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