Conheça o santuário ecológico mundial no interior de Minas

Postado por Circuito Cultural em 27 de setembro de 2017

Famosa Cachoeira do Tabuleiro. Mais informações sobre no Guia Cultural do Serro.

O Circuito Cultural do Diamante abrange boa parte da Serra do Espinhaço, divisora de águas de três grandes bacias hidrográficas do Brasil: do Rio Doce, do Rio Jequitinhonha e do Rio São Francisco. Por ser reserva de uma rica biodiversidade em espécies vegetais e animais a Biosfera da Serra do Espinhaço é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

Não é à toa que pesquisadores do mundo todo visitam as cinco reservas ecológicas existentes na região: Parque Nacional das Sempre-Vivas, Parque Estadual do Pico do Itambé, Parque Estadual Serra do Intendente, Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Biribiri.

Dentro dessas reservas estão os cenários da identidade geológica mineira, as montanhas, picos, serras, mirantes, cachoeiras, cascatas, rios, ribeirões, riachos, córregos, lagoas e praias de areia branca. O Pico do Itambé é o cume das alturas com seus 2.044 metros de altitude, seguido de muitas serras, como a do Intendente em Conceição do Mato Dentro e a da Pedra Menina em Rio Vermelho.

Há ainda os morros, do Chapéu e do Pilar que dá nome ao município de entrada na Serra do Cipó. Das elevações despencam as cachoeiras. A mais linda, dizem, é a do Tabuleiro em Conceição do Mato Dentro, com seus 273 metros de queda livre. Mas há os que preferem outras belas como a do Tempo Perdido e do Moinho em Milho Verde ou a da Fumaça em Santo Antônio do Itambé.

Logo abaixo você vai conhecer o nome de uma orquídea que só existe nas encostas do Pico do Itambé.

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No Guia Cultural do Serro você pode ler sobre os distritos do Serro, Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, que também são parte desse paraíso ecológico.

Pinturas rupestres nas proximidades de Milho Verde, distrito do Serro. 

UMA RIQUEZA DE TEMPOS IMEMORIAIS

No entorno da Pedra Redonda, no Serro, nascem as primeiras águas da Bacia do Jequitinhonha por entre os campos rupestres, uma variação do cerrado que brota num cenário rochoso cheio de escarpas e cristas de quartzo formando desenhos impressionantes. Entre as pedras abrem-se as lapas, muitas delas casa dos primeiros seres humanos que habitaram a região há milhares de anos. Ficaram as pinturas rupestres como em vários pontos do distrito de Milho Verde.

Nesses cenários paradisíacos vivem milhares de espécies vegetais e animais de todos os tamanhos e formas. Muitas delas são quase exclusivas da Serra do Espinhaço como as canelas-de-ema que sobrevivem a temperaturas que variam de zero a 50 graus, as quaresmeiras e orquídeas raras. A Laelia Itambana só existe no bioma do Parque do Pico do Itambé.

Há ainda as aves multicoloridas como o soldadinho e o papagaio galego. Entre as feras estão as ameaçadas e ameaçadoras onças pintada e parda, o solitário lobo guará e, menos perigosos, os tamanduás-bandeira.

Os naturalistas europeus que passaram pela região ficaram com a impressão de que estavam em um paraíso natural. É a mesma impressão para quem visita hoje as maravilhas ecológicas da Serra do Espinhaço no Circuito Cultural do Diamante.

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Leia mais sobre as riquezas naturais no Guia Cultural do Serro

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